Domingo, 4 de Março de 2007

Profissões ingratas

Aproveitando a deixa do "Papo de Elevador", um amigo nosso, Giovani, mandou um comentário sugerindo a profissão de ascensorista como sendo a mais "ingrata" (ele usou outro termo) do universo. Escreveu sobre a situação desconfortável que deve ser ganhar a vida passando o dia todo naquele cubículo, cercado de gente suada, tendo ainda que conviver com a sina de ouvir milhões de conversas que nunca se concluem.

O comentário de Giovani me fez refletir um pouco sobre as profissões e quais seriam, de fato, os piores empregos do mundo. Apesar de concordar com a opinião dele, resolvi fazer uma breve pesquisa e cheguei à conclusão de que na vida, quando você pensa que tá na merda, sempre chega alguém e te faz lembrar que o mundo não é tão ruim assim. Ou vice-versa.
Para alegria dos nossos queridos ascensoristas, consegui descobrir algumas profissões que conseguem ser bem mais miseráveis.

A BBC, por exemplo, fez uma eleição das piores profissões do mundo na área científica.
Nessa eleição, o quarto lugar ficou com o trabalho de alguns cientistas brasileiros na Amazônia, que precisam se sujeitar à picadas do mosquito Anopheles darlingi para conseguir capturá-los e analisar seus hábitos. Em apenas 3 horas, um cientista desses lida com algo em torno de 500 mosquitos e é picado cerca de 3000 vezes. Não deve ser muito divertido. Especialmente quando eles dão o azar de capturar algum mosquito que seja portador de malária, o que é prefeitamente possível.

Em terceiro lugar, ficaram os coletores de esperma de boi para estudo de fertilização ou inseminação artificial. Funciona da seguinte forma. Você pega um boi e uma vaca. Coloca os dois animais para dar aquela bimbadinha gostosa. Quando o boi estiver bem doidão, você se enfia no meio dos dois animais, retira delicadamente o pinto do boi do lugar onde ele estava e coloca numa espécie de vagina artificial especialmente fabricada para esse tipo de coleta. Prefiro um milhão de vezes ficar apertando os botões de um elevador.

O segundo lugar da lista de empregos mais desagradáveis na área da ciência é o ligado à análise de amostras de fezes de pacientes com caganeira. Metade dos funcionários da empresa Techlab passa o dia abrindo latas de amostras e analisando seu conteúdo para testar a eficácia de kits de análise que a empresa fabrica. Isso é o que eu chamo de empreguinho de merda.

Em primeiro lugar, e para a minha surpresa, ficou o trabalho de estudar o mau hálito. Os cientistas recebem baforada de um monte de gente pra testar a eficácia de um produto contra a halitose. Muito pior do que analisar o bafo dos outros é analisar o peido. Segundo o site www.worst-jobs.com, o doutor Michael Levitt, de Minneapolis, procura voluntários para inalar gases de pessoas que tenham consumido uma boa quantidade de feijão. A intenção dele é descobrir se o peido pode ser um sintoma preciso de saúde intestinal.

Além desses, encontrei outros empregos desgraçados no www.worst-jobs.com. Tem o provador de minhocas e a limpadora do sanitário da Clínica de Constipação de Estocolmo, entre outros.

Também achei outros empregos desagradáveis em outros blogs ou sites não muito confiáveis, como o "limpador de bunda de lutador de sumô", por exemplo. Segundo o blog que diz que isso existe, pelo menos, o emprego é muito bem remunerado. E aí? você toparia?

1 comentários:

Caccicco disse...

Eu fico me perguntando, vendo a foto desse texto, se o mérito aí tá no cara que consegue saltar com o cavalo ou no que tá embaixo colocando os "cojones" à prova... literalmente.