Ando cada vez com menos paciência para pessoas que ficam com o celular na mão o tempo inteiro, olhando as redes sociais compulsivamente como se delas saísse algo fundamental para o seu dia. Das redes sociais, na esmagadora maioria das vezes, só saem banalidades. Gente que tira foto do prato que está comendo e coloca no Facebook, que diz que está cansada, com fome ou esperando um avião - aliás, já repararam como as pessoas adoram postar mensagens em aeroportos, falar das suas viagens e postar fotos das viagens, num deslumbramento noveau rich, meio Daslu dos pobres? Tem aqueles que dão bom dia, boa tarde ou boa noite aos amigos virtuais, que curtem coisas que os outros escrevem - mesmo que sejam tragédias inomináveis - ou que diz “amoooooooooo” pra qualquer um e qualquer coisa. São inutilidades que podem até ser divertidas, mas que são absolutamente inúteis e não precisam ser checadas a cada 15 segundos.
Acho algo um tanto idiota e nociva essa dependência que estamos desenvolvendo da internet, dos celulares, dos tablets e de todas essas tranqueiras que fazem as pessoas ficarem mais preocupadas em acumular amigos que muitas vezes nem sabem quem são, do que em comer em paz ou assistir um filme sem falar no celular, checar os e-mails ou as atualizações dos twitters e congêneres, por exemplo.
Algo deve estar faltando nas nossas vidas para que nos apeguemos a essas bobagens todas. Eu não sei a resposta, mas ando angustiado depois que me peguei tentando saber a resposta dessa pergunta. Se alguém ainda me lê nesse blog, ferramenta que um dia foi uma novidade e que hoje é um dinossauro da internet, divido essa dúvida com você: o que está faltando nas nossas vidas que nos faz tão dependentes desses aparelhinhos e dessas redes sociais?

4 comentários:
Insisto em acreditar que quanto mais amigos no Facebook (ou no Feice para os intimos, ou FB para os descolados) mais solitária a pessoa é. É "a solidão das antenas de Tv" atualizada para a solidão das redes sociais. É superficialidade demais para morrer afogado, mas há quem morra.
Concordo com você. Costumo dizer que vivemos numa era de "solidão acompanhada", onde você nunca está sozinho virtualmente, embora esteja mais sozinho do que nunca no mundo real.
Ahhh falta mais "sociabilidade real" a vda dessas pessoas... Como Nietzsche, também acredito que essas pessoas buscam ou externam algo que lhes falta particularmente, ou sua maior fraqueza!!! É o mesmo caso, pessoas que só falam de sexo, devem ter problemas com relação a ele, pessoas que só falam que fazem isso ou aquilo, na realidade não fazem nada... pessoas que dizem que trabalharam muito, no final também não trabalharam tudo isso...
Ou seja, é uma fenemeologia acidental virtual social!!! heheheh... Quem eu mais vejo viciado em redes sociais e se comunicando a hora toda por esse "fenomeno" na realdiade são as pessoas mais carentes de sociabilidade real. São pessoas que não compartilham na vida real de uma estrutura social completa com amigos, saidas, barzinhos, grupo de leituras, viagens, restaurantes, coisas diferentes... Meus amigos virtuais onde eu vejo que várias dessas lacunas são satisfeitas, vejo uma dependencia menor dessa femeneologia...
Acho que isso responde a 70% dos casos, o resto acho que está dividido entre os compulsivos virtuais, aos tarados virtuais, aos aspirantes a famosos virtuais e aos "faz nada" virtuais...
Abs
David Vieira Gonçalves
Carência de nós mesmos.
Uma pessoa "bem sucedida na vida" que coloca mais de 100 fotos no face, que pega uma foto e compartilha com todos, mostrando como ela é feliz. Sei não.
Postar um comentário